"A verdadeira poesia não diz nada, apenas destaca as possibilidades. Abre todas as portas. As pessoas podem atravessar aquela que se lhes ajusta." Jim Morrison

Diversidade cultural é fruto da trajetória de resistência

Essa diversidade cultural também é fruto de uma trajetória de resistência, que começou no século XVIII, com as histórias dos escravos e dos quilombos. O que chama a atenção é que a educação já era vista como forma de cidadania.
O orgulho dos afrodescendentes do Maranhão está relacionado à manifestações e as lutas contra o racismo. Uma dessas lutas ficou bastante conhecida entre os maranhenses: a balaiada, que teve como líder Negro Cosme.

Esta é a história de uma luta fratricida que sangrou a província do Maranhão. A história que será mostrada aqui foi ouvida… Um pedaço aqui, lida um trecho ali, outro acolá.
“A balaiada é uma revolta dos pobres, uma revolta do interior, no interior do Maranhão”, conta a historiadora Maria Raimunda de Araújo.

Juntamos alguns cacos para compor o quebra-cabeça que foi essa guerra ocorrida nos primeiros anos do século XVIII.
“Desde o início os negros tiveram uma participação direta ou indireta. Cosme liderou mais de três mil negros em armas e deu um novo fôlego ao movimento”, explica Iramir Alves de Araújo, escritor e pesquisador.

A historiadora fala sobre a preocupação de Cosme com o conhecimento. “Ele cria um quilombo no tempo da guerra, com pouco tempo. Mas é o próprio governo que diz que lá tinha uma escola de ler e escrever. Ora um homem desses preocupado ao mesmo tempo de tá se defendendo, ele não esqueceu que a educação era uma forma de estar livre também. Não só livre do cativeiro, mas essa liberdade da mente, que se adquire com o conhecimento.”

Essa parte da história do Maranhão está contada no livro a balaiada de Iramir Alves de Araújo que foi adotado como material didático em escolas de São Luís. “Foi promulgada uma lei, dentro do próprio sistema Educacional que torna obrigatório o ensino dos estudos afro-brasileiros. No estado do maranhão, é necessário que os alunos, que eles tenham um acesso maior a esse conhecimento que vai ser importante para compor a identidade do maranhense, conhecer a história do Maranhão”, explica o professor, Carlos Eduardo Penha Everton.

Em 10 de abril de 1842 Cosme Bento das Chagas – tutor da liberdade – foi executado. Não como rebelde ou aliado dos balaios, mas como exemplo aos escravos para que não ousassem sonhar com liberdade.
“Ele cometeu o pecado capital, o de saber ler, o da cultura, o de saber discernir, o de ser informado da maneira que fosse e por tentar criar algum núcleo, ou núcleos, dos quais, aqueles que quisessem poderiam melhorar o seu conhecimento de mundo”, fala o ator, Milton Gonçalves.
retirada do blog do Rogério( link na lateral)
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