"A verdadeira poesia não diz nada, apenas destaca as possibilidades. Abre todas as portas. As pessoas podem atravessar aquela que se lhes ajusta." Jim Morrison

TEORIAS Biológicas – DO CÉREBRO A MORRER

Os argumentos científicos mais amplamente aceites centraram-se no conceito de que as EQM era uma alucinação em resposta a alterações no cérebro no momento da morte. Argumentou-se que, embora as EQM possam parecer reais a quem as sentiu, eram desarranjos fisiológicos e químicos que acompanham o processo da morte, que poderiam em conseqüência causar também alucinações.
Para apoiar este argumento propuseram-se muitos mediadores do cérebro como responsáveis pelas experiências, embora nenhum deles tenha sido provado experimentalmente. Estes incluíam falta de oxigênio, aumento do dióxido de carbono, libertação de endorfinas, um tipo específico de convulsão conhecido como epilepsia do lobo temporal, vários fármacos, como a cetamina.

Sam Parnia refere que tratou mais de cem doentes com falta de oxigênio, e que quando os níveis de oxigênio baixam, os doentes ficam agitados e muito confusos. Este estado confusional também surge em pilotos (G-LOC) e em mergulhadores. Mas as pessoas que vivenciam EQM têm uma excelente memória da experiência, que muitas vezes permanece nelas durante décadas. É totalmente o oposto ao estado confusional.
O autor também refere que não se conseguiu demonstrar a relação entre os efeitos do aumento do dióxido de carbono e as EQM. O mesmo em relação ao uso de drogas. Além disso, houve muitos relatos de pessoas que viveram uma EQM sem qualquer medicação ou abuso de drogas.

Em relação ao papel dos receptores químicos do cérebro, quando o corpo sofre um stress importante, como uma doença grave, liberta substâncias semelhantes a morfina chamadas endorfinas. Estas podem produzir uma sensação de bem-estar, felicidade e paz. Outros sugeriram que o intermediário deste processo era uma molécula do cérebro chamada serotonina.
A relação entre a EQM e os neurotransmissores continua em aberto, sendo necessário mais estudos…

Por fim, o fato de algumas pessoas com epilepsia do lobo temporal terem descrito alucinações que pareciam partilhar algumas das características de uma EQM, levou alguns investigadores a sugerir que as EQM também eram conseqüência de um funcionamento anormal desta área do cérebro. Sam Parnia não observou nada disso.

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